A versão Sprint do Alfa Romeo Giulietta 2.0 JTDm consegue dois feitos: relembrar a famosa nomenclatura e perdoar o pecado de equipar um Alfa com motor Diesel. O pecado nunca foi tão bom.

Que os Alfa Romeo são objetos belos e sensuais, já nós sabemos. É difícil encontrar uma outra marca (à exceção da Ferrari) com tão grande claque. Mas no caso do Giulietta (ou a Giulietta como os “alfistas” lhe chamam) existe pouco a criticar. Mesmo na versão Diesel.

Deixando de parte os chavões, a voluptuosa carroçaria do Giulietta parece ter sido desenhada com a tonalidade vermelha em mente. Esculpida nos flancos, pontuada pelo escudo da marca na grelha e por farolins traseiros de fino recorte, atrás, esta encontra o parceiro perfeito no interior complexo mas ergonómico. Saudosista, na forma como distribui os mais variados botões pelo tablier e nos senta em envolventes bancos em tecido e alcantara, com costuras vermelhas.

Mesmo no pecado chamado Diesel, o Giulietta 2.0 JTDm Sprint parece ter encontrado redenção na forma como entrega os 150 cavalos de potência. Suave e progressivo, o quatro cilindros responde sem hesitação ao comando do acelerador, associando-se a um comando da caixa de tato mecânico e direto. Menos conseguida é a assistência da direção, que em modo de condução Dynamic nos recorda penosamente os tempos em que a ajuda era braçal. Um detalhe que não nos faz esquecer a excelente afinação de chassis, temperada pelo diferencial eletrónico Q2 e suspensão firme.

A nomenclatura “Sprint” regressa recheada de equipamento, oferecendo, entre outros elementos, um novo para-choques traseiro, vidros escurecidos, acabamentos em antracite na grelha dianteira, puxadores das portas e capas dos retrovisores. No interior, destaque para a oferta do sistema de infotainment Uconnect.

 

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