A Alfa Romeo não deixou de atualizar o seu Giulietta para 2014, com retoques estéticos e funcionais mas, acima de tudo, resolveu o mais importante, anulando os tiques irritantes na eletrónica do stop/start e do DNA. Uma bela quase sem senão.

Os futuros utilizadores de um Giulietta Diesel, (deste 2.0 JTDM, pelo menos), já não têm de imitar um operador de máquinas, carregando em vários botões antes de “arrancar”. E neste caso o primeiro botão de que falamos é do stop/start. O sistema foi completamente revisto e agora o motor é acordado logo com os primeiros centímetros de pressão sobre o pedal da embraiagem, não sendo preciso esmagá-lo contra o solo. Já se pode manter este sistema de poupança naturalmente ligado, sem receio de atrapalhar o trânsito no arranque de cruzamento ou semáforo. O ciclo automático de para arranca não é dos mais rápidos (o motor de arranque tem uns três impulsos) mas não atrapalha. E correndo o risco de repetição, sublinhamos a imensa diferença para o anterior dispositivo que, simplesmente, tinha uma eficácia quase nula. Infelizmente, o que notámos foi que o sistema star/stop funciona muito poucas vezes. O sintoma pode estar relacionado com esta unidade (pouco rodada ou com a bateria abaixo do ótimo) ou com as condicionantes muito estreitas da Alfa mas em muito pára-arranca pela cidade o start/stop do Giulietta não desligou automaticamente o quatro cilindros mais de meia dúzia de vezes, o que afetou negativamente os consumos em cidade.

Outro botão que podemos passar a usar pelas razões certas é o do DNA, o controlo que altera a eletrónica afeta à dinâmica. Na anterior geração era obrigatório passar do N (Natural) para o D (Dynamic) apenas para termos um acelerador normal, sem uma exagerada insensibilidade ou atraso artificial. Agora podemos passar uma vida com uma resposta, finalmente, natural (o N que fica selecionado no arranque) e passarmos para D efetivamente para sentirmos a excelente tolerância do ESP ou a eficácia do diferencial Q2 (desligado em N) a recuperar o binário perdido na roda interior. E até o modo A (de All Weather) faz sentido, por suavizar os comandos (direção e acelerador) e atrasar as perdas de tração também com a ajuda do Q2. E tudo também enaltece as qualidades do quatro cilindros Diesel com 150cv, que não morre de amores pelas rotações elevadas (as de vistas curtas do ciclo Diesel, claro) mas que é muito impulsivo e reativo desde as 1900 rpm e até às 3500 rpm, o que, aliado a uma longa quinta e ainda mais longa sexta, deixa ganhar ritmo até para uma ultrapassagem de autoestrada, sem massacrar a caixa.

 

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