Depois das críticas inicias a Alfa Romeo tem sabido evoluir (bem) o Mito. Esta versão  Quadrifoglio Verde com as baquets Sabelt e suspensão dinâmica  é um bom exemplo disso.

O Quadrifoglio Verde, símbolo dos Alfa Romeo de competição no seu início e depois das versões mais desportivas, completa em 2013 meio século de existência. Por isso, e antes do anunciado restyling no final do corrente ano, a Alfa Romeo resolveu preparar uma versão especial. Não chega a ser uma série especial assumida, é mais um demonstrador de algum equipamento extra que pode fazer toda a diferença: as bacquets Sabelt e a suspensão dinâmica com os amortecedores inteligentes.
Boa base
Que a plataforma sob a qual é feito o Alfa Romeo Mito permite fazer bons desportivos é hoje um dado adquirido (basta ter conduzido o Fiat Punto Abarth e aquele que é a atual referência dinâmica dos pequenos desportivos, o Opel Corsa OPC Nürburgring), mas os primeiros Quadrifoglio vinham com uma definição de amortecimento demasiado branda, a qual não conseguiu controlar as transferências de peso e os movimentos de carroçaria com o rigor desejado.
Basta fazer meia dúzia de curvas com a suspensão dinâmica para ver que esta elimina o problema, permitindo ao chassis brilhar como deve; os amortecedores variam a lei de amortecimento em função da condução praticada e do estado dos pisos. É claro que se sacrifica alguma suavidade de rolamento, mas todo o carro fica mais direto, preciso e reativo, com o apoio (e rigidez que, diga-se, não é do agrado de todos) das bacquets Sabelt a permitir ao condutor sentir o carro de forma mais íntima, no que os retoques dados à assistência elétrica da direção também ajudam.
Assim, as únicas limitações que permanecem são um salto demasiado importante entre o N e D (em N o acelerador é inerte, deixando o modo Dynamic como a única opção de condução) e uma eletrónica que não permite nem sequer desligar o controlo de tração, quanto mais o de estabilidade, o que prejudica os valores de aceleração do Mito: o controlo limita a potência do motor em primeira e segunda. Superada esta hesitação inicial, os 170 cv do 1.4 turbo multiair resultam num andamento equivalente ao do 208 GTI de 200 cv, o que faz sentido pois os motores debitam os mesmos 280 Nm de binário máximo.
Só fica a faltar a questão do preço. Uma unidade igual à fotografada (com alguns extras) fica por 31 725 euros e, no mínimo, um Mito Quadrifoglio com as bacquets Sabelt e a suspensão dinâmica (os tais extras que fazem a diferença) tem um preço de tabela de 29 350 euros, o que é algo elevado relativamente aos 24 000 euros do Fiesta RS Performance ou os 24 950 euros do Peugeot 208 GTI, ambos mais potentes, mais rápidos e com um ESP que se desliga a 100%, mas, também é verdade, sem a estética do Mito. Por outro lado, na atual conjetura não acredito que não consiga negociar um desconto, afinal há prazeres que têm de ser conquistados. 

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